sexta-feira, abril 28, 2006

Somos

Somos, não o que pensamos ser, o que queremos ser ou o que os outros pensam que nós somos…
Apenas somos o que fazemos, nada mais nem menos… apenas o que fazemos…
Toda a nossa definição baseia-se na grandiosidade ou podridão dos nossos actos, das nossas escolhas, das nossas decisões, das nossas lutas.
Olho para o que fiz e para o que faço, e o que é que eu sou?

E tu?

...
Irónico não?!

terça-feira, abril 25, 2006

dia da alegria

“Há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz NÃO!”

Talvez a inércia do mundo seja demasiado grande para que alguns de nós o consigam mudar… ou talvez não, talvez o mundo esteja à espera do acordar da mudança, da surpresa de um novo dia, de um novo dia de alegria!

Acho que ainda vale a pena…
ainda existe um punhado de gente boa pela qual vale a pena lutar. O sonho de um novo Abril, de um novo Portugal e de um novo mundo ainda não e morreu e nunca morrerá!

25 de Abril sempre! Viva a liberdade, viva a alegria porque o 25 de Abril também é o dia da alegria!!!

Sempre…

segunda-feira, abril 24, 2006

todos...

Se vivemos, como dizem os entendidos, numa aldeia global, como é que podemos deixar os nossos vizinhos morrer de fome?!
se somos todos irmãos, como é que uns têm tantos e outros tão pouco?!
se somos todos filhos das estrelas, como é que podemos ser tão diferentes?!
se estamos todos inconformados com o mundo que temos… então porque é que juntos não conseguimos fazer nada?!
Talvez o tempo dos ideais e sonhos já tenham acabado… talvez a chama do inconformismo já se tenha apagado… talvez os nossos umbigos tenham ficado grandes de mais…

Talvez…

terça-feira, abril 11, 2006

sou outono...

Adoro a chuva miudinha que se entranha nos ossos e me arrepia a alma, gosto dos dias e das cidades cinzentas, sem cor, sem vontade, sem vitalidade… gosto da apatia, do não fazer… Gosto de ir deixando cair pensamentos negros pelas esquinas escuras da cidade que me acolhe… gosto de ter a sensação que não preciso de ninguém… gosto de pensar que posso controlar os meus sentimentos… gosto de ser inexpressivo …

…sou Outono…

Mas, descobri a primavera… perdida pelos sorrisos, gargalhadas eufóricas e parvas, abraços quentes e apertados, olhares agradecidos, na sinceridade das pessoas, numa calma noite de cerveja e piadas parvas, numa estúpida corrida atrás de um autocarro que vai partir …
…provei a primavera e gosto! Gosto muito…
Descobri que o meu mundo não precisa de ser cinzento, mas pelo contrário, colorido… deve ser pintado pelos outros, conhecidos ou desconhecidos, devem deixar uma pincelada de alegria e cor, uma pincelada que solte sorrisos e que pinte o Outono com as cores da primavera!

solto um leve, mas verdadeiro sorriso de agradecimento…

segunda-feira, abril 03, 2006

Tempo



Tempo, porque demoras tanto tempo a passar?
Tempo, leva no tempo as minhas mágoas, leva o meu sofrimento, leva a felicidade de outros tempos, que agora me fazem sofrer.
Passa tempo! Traz-me o brilho dos olhos de outros tempos! Devolve-me esse brilho! Traz-me as manhas solarengas que me acordavam e, tantas vezes me aqueceram. Traz-me o pôr-do-sol que se deitava vezes sem conta ao meu lado.
Passa tempo!!! Passa! Ouves-me? Passa!!! É uma ordem!!!
Ou preciso de dar “corda” ao teu relógio?!
Sei que um dia hei-de dizer:
“Como o tempo voa!”
Mas não faz mal… se o disser, é porque valeu o tempo desse voo.
Tempo, vais demorar muito tempo?
Há dias que parece que andas de TGV….
Há dias que pareces retrógrada… andas lento como um carro de bois!
Tempo, quando passas de inconstante a constante?
É uma resposta difícil?! É?!
Pois… estou a ver que tu mandas em mim, e, não eu em ti.
E se eu deixar de te dar “corda”?
Vais parar!
Se assim for, eu sei que vou ficar parado no tempo, mas tu irás ficar na mesma situação. Afinal eu domino-te. Faz o que eu te mando.
Não sou dono de ninguém, mas sou dono do meu tempo!!
Obedece-me tempo!!
Detesto que me digam: “ há tempo para tudo…”
Sim, há tempo para tudo, mas só há tempo para fazer uma coisa de cada vez!
Muita coisa ao mesmo tempo, nunca dá resultado.
Sabes Tempo, o que lá vai, lá vai! O que passou, passou! O que não tem remédio, remediado está.
Tempo, tenho saudades do tempo que lá vai… mas tenho mais saudades do futuro.
Tenho mesmo muita saudade do futuro que se tornará presente. Irá tornar-se presente, mas também ira tornar-se num presente bem embrulhado, com um embrulho digno de uma grande prenda.
Tempo, eu sou dono do tempo.
Eu domino-te Tempo!